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All posts for the month Junho, 2011

Escrita Criativa

Published 23 Junho , 2011 by leravaler

As actividades de escrita criativa que propus aos alunos do 2º ciclo foram muito bem recebidas, os alunos não só escreviam sem a preocupação de serem posteriormente avaliados como produziam textos bastante criativos.
Assim, concebo os exercícios de escrita criativa, tão em voga actualmente, como uma excelente estratégia de motivação para a escrita e enquanto um exercício de escrita que é, no entanto o docente não deve esquecer os restantes exercícios de escrita no processo de ensino/aprendizagem.

Concurso Poemas Soltos 2011

Published 22 Junho , 2011 by leravaler

Maria Teixeira - 1º Prémio Poemas Soltos e Ana Severino - 2º Prémio Poemas Soltos

Joana Teixeira - 3º Prémio Poemas Soltos

Este concurso, anualmente organizado pelas Bibliotecas Escolares de Gondomar, destina-se à promoção e divulgação da poesia entre os jovens. Os textos devem ser poéticos, individuais e originais.
A nossa escola foi contemplada com o 1º prémio, escalão B (100€), com o 2º prémio,(75€), escalão B, e ainda com o 3º prémio, escalão C,(50€).A aluna Catarina Camacho recebeu ainda uma menção honrosa no escalão B.

Crianças

Uma criança é uma cor,
É uma boneca, é uma Flor,
Um peluche, um desenho,
Um livro, um Amor…

Uma criança é um pássaro,
É uma onda do mar,
É uma almofada fofinha,
É algo espectacular…

Uma criança tem vida,
Não tem coração de chumbo,
Uma criança é tudo,
Uma criança é o “Mundo”
Mariana Teixeira

Imaginação

Numa floresta longínqua
Onde é preciso ter imaginação
Muitos animais que lá viviam
Estudavam para ter uma profissão.

Um grande atleta
É o pequeno caracol
«Corre» desde manhã
Até ao pôr – do – sol

Cozinheira quem será?
Só pode ser a galinha
É pena estar sempre a espirrar
Pois é alérgica à farinha.

Conseguem imaginar
A profissão da formiga?
Ela é uma excelente médica
E trata das dores de barriga.

Hollywood é o destino
Do porco cantor
Deixou para trás o sonho
De ser professor.

Mais não vos conto
Mas se na floresta querem entrar
Fechem bem os olhos
Basta imaginar!
Ana Rita Severino

Vendedor de Sonhos

Ao atravessar um caminho desconhecido,
Entre toda a monotonia e solidão,
Perdido entre os vultos da cidade,
Encontrado na nostalgia das ruas,
Encontrei um vendedor de sonhos.
Os anos tinham-no marcado severamente,
Deixando-lhe as memórias da vida rude.
O olhar profundo,
Mostrava a sua sabedoria ancestral.
“Qual é o teu sonho?”
Perguntou sem hesitar.
“Amor?
Já muitos o procuraram,
Mas um coração sincero de alguém,
Eu não posso vender.
Um amigo verdadeiro?
Isso também não.
As amizades têm que ser construídas,
Não compradas a um velho mercador.
Desejas sorte?
Dessa também já não tenho…
Há muito que a ofereci,
A um mendigo desafortunado,
Que dormia ao relento.
Asas para poder voar livremente?
Pois o impossível,
Não te posso conceder.”
Então que me podes vender?
“A única coisa que posso negociar,
É a capacidade de sonhar,
Cair na irrealidade mais bela,
Nas fantasias mais impossíveis,
Mas que te fazem feliz.
Se não quiseres comprar este magnífico dom,
Pelo menos leva contigo, bem guardada,
A esperança de um dia,
Encontrares os teus sonhos realizados.”
Joana Teixeira